A corrida pela Presidência da República em 2026 já reúne 12 nomes colocados como pré-candidatos ao Palácio do Planalto. Entre os políticos e personalidades que já anunciaram intenção de disputar a eleição estão:
- Lula (PT)
- Flávio Bolsonaro (PL)
- Ronaldo Caiado (PSD)
- Romeu Zema (Novo)
- Renan Santos (Missão)
- Aldo Rebelo (Democracia Cristã)
- Cabo Daciolo (Mobiliza)
- Augusto Cury (Avante)
- Hertz Dias (PSTU)
- Rui Costa Pimenta (PCO)
- Samara Martins (UP)
- Edmilson Costa (PCB).
Nos últimos dias, o ex-deputado Cabo Daciolo e o escritor Augusto Cury oficializaram suas pré-candidaturas. Conhecido por seus livros e palestras, Cury deve participar pela primeira vez de uma disputa eleitoral.
Apesar dos anúncios, todos os nomes seguem na condição de pré-candidatos. A oficialização das candidaturas acontecerá apenas após as convenções partidárias, previstas para agosto, além do registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
De acordo com as pesquisas mais recentes, o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro aparecem entre os nomes mais competitivos da disputa até o momento.
O calendário eleitoral prevê o primeiro turno para 4 de outubro de 2026, enquanto o segundo turno deve ocorrer em 25 de outubro.
Veja abaixo mais detalhes sobre os pré-candidatos.
Lula
O presidente atualmente no cargo deve buscar a tentativa de conquistar um quarto mandato presidencial, o que representaria um feito sem precedentes na política brasileira. A eleição de 2026 também marcará a sétima vez em que Lula participa de uma disputa pelo Palácio do Planalto.
Após derrotar Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, Lula chegou a afirmar que não pretendia concorrer novamente. Com o passar do tempo, porém, o discurso mudou. Inicialmente, declarou que poderia avaliar uma nova candidatura caso estivesse em boas condições de saúde. Já em outubro de 2025, confirmou a intenção de disputar a reeleição, alegando a necessidade de preservar e ampliar os programas sociais de seu governo.
Lula completará 81 anos durante o período eleitoral e, caso confirme a candidatura, será o presidenciável mais velho da história do Brasil. Levantamentos eleitorais recentes apontam o petista na liderança das intenções de voto no primeiro turno e em cenário de empate técnico contra Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno.
Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro confirmou em dezembro que recebeu do ex-presidente Jair Bolsonaro a missão de representar o grupo político bolsonarista na disputa presidencial de 2026. A escolha gerou insatisfação entre aliados que também buscavam apoio direto do ex-presidente, principalmente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos.
Desde o anúncio, pesquisas de intenção de voto passaram a indicar o fortalecimento de Flávio Bolsonaro como principal nome da oposição. Nos levantamentos mais recentes, ele aparece de forma consistente entre os primeiros colocados no primeiro turno e divide cenário de empate técnico com Lula em possíveis simulações de segundo turno.
Entre suas principais bandeiras políticas, o senador defende a concessão de anistia para Jair Bolsonaro e para os demais condenados relacionados aos atos e à tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022.
Ronaldo Caiado
O governador de Goiás decidiu mudar de legenda no início do ano para fortalecer sua pré-campanha ao Palácio do Planalto. Após deixar o União Brasil, filiou-se ao PSD, movimento que ampliou seu espaço dentro da sigla. Com a saída de Ratinho Jr. da disputa interna e a perda de força de Eduardo Leite, acabou se tornando o principal nome apoiado por Gilberto Kassab, presidente nacional do partido.
Aos 76 anos, Ronaldo Caiado está à frente do governo goiano desde 2019. Antes disso, construiu trajetória política como senador e deputado federal. Sua única tentativa de chegar à Presidência ocorreu em 1989, eleição em que terminou fora das primeiras colocações.
Nas pesquisas eleitorais mais recentes, Caiado aparece com cerca de 4% das intenções de voto. Ao lançar sua pré-candidatura, afirmou que pretende representar uma alternativa à divisão política entre Lula e o grupo ligado à família Bolsonaro. Apesar disso, manifestou apoio à anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos condenados pelos atos relacionados à tentativa de golpe de Estado.
Romeu Zema
O ex-governador de Minas Gerais deixou o cargo neste mês para se dedicar ao projeto de disputar a Presidência da República pelo partido Novo. A intenção de entrar na corrida eleitoral já havia sido anunciada ainda em 2025.
Vindo do setor empresarial, Romeu Zema iniciou sua trajetória política sem experiência em cargos públicos e surpreendeu ao conquistar o governo mineiro nas eleições de 2018. Na ocasião, derrotou Antonio Anastasia, do PSDB, no segundo turno, alcançando ampla vantagem nas urnas. Quatro anos depois, garantiu a reeleição ainda no primeiro turno.
Agora, aos 61 anos, Zema busca ampliar sua atuação política em uma tentativa de chegar ao Palácio do Planalto. Nas pesquisas divulgadas pela Quaest em março, o nome do governador apareceu com índices entre 2% e 3% das intenções de voto.
Renan Santos
Criador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos lançou sua pré-candidatura à Presidência da República pelo Missão, legenda que também preside e que reúne membros ligados ao movimento político surgido após as manifestações de 2013 no Brasil. O partido é uma das siglas mais novas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tendo sido oficializado recentemente.
Aos 42 anos, Renan Santos deve participar pela primeira vez de uma eleição como candidato. Segundo levantamentos eleitorais divulgados nos últimos meses, o nome do dirigente aparece com índices entre 1% e 2% das intenções de voto nos cenários pesquisados.
Aldo Rebelo
O ex-deputado federal possui uma longa trajetória na política brasileira e, nos últimos anos, passou a adotar posições mais críticas em relação à esquerda. Durante a juventude, atuou contra o regime militar e permaneceu filiado ao PCdoB por cerca de quatro décadas. Ao longo da carreira, exerceu seis mandatos como deputado federal, presidiu a Câmara dos Deputados e também integrou os governos de Lula e Dilma Rousseff como ministro.
Depois de deixar o partido comunista, aproximou-se de setores mais conservadores, passando pelo MDB e assumindo cargo na gestão do prefeito paulistano Ricardo Nunes, aliado político de Jair Bolsonaro. Atualmente, disputa espaço como pré-candidato à Presidência da República pelo Democracia Cristã, legenda anteriormente ligada a José Maria Eymael.
Nas pesquisas divulgadas pela Quaest em março, seu desempenho aparece entre 1% e 2% das intenções de voto.
Cabo Daciolo
O ex-deputado federal Cabo Daciolo confirmou sua intenção de disputar a Presidência da República pelo partido Mobiliza, antiga sigla PMN. Antes do anúncio, ele vinha sinalizando que poderia concorrer a uma cadeira no Senado Federal.
Daciolo já participou da corrida presidencial em 2018, quando foi candidato pelo Patriota e terminou a disputa na sexta colocação, somando aproximadamente 1,3 milhão de votos em todo o país. Durante aquela campanha, chamou atenção pelas declarações com forte tom religioso e pelo uso frequente da expressão “Glória a Deus” em entrevistas e debates eleitorais.
A projeção nacional do político começou em 2011, período em que liderou o movimento grevista dos bombeiros no Rio de Janeiro, episódio que teve ampla repercussão nacional.
Augusto Cury
Aos 67 anos, o psiquiatra Augusto Cury é conhecido internacionalmente por seus livros voltados à saúde emocional, desenvolvimento pessoal e comportamento humano. Autor de diversas obras de grande sucesso, ele acumula milhões de exemplares vendidos ao redor do mundo. Informações divulgadas em seus canais oficiais apontam que suas publicações já ultrapassaram a marca de 42 milhões de cópias distribuídas em mais de 70 países.
Ao confirmar sua pré-candidatura à Presidência da República pelo Avante, Cury afirmou que pretende colaborar com a construção de um país mais equilibrado e voltado ao desenvolvimento da população. Em nota, o partido declarou que a escolha do escritor representa uma aposta em uma nova alternativa para o cenário político nacional.
Hertz Dias
O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) confirmou Hertz Dias como pré-candidato à Presidência da República. Professor de História nas redes públicas municipal e estadual de São Luís, no Maranhão, ele já participou das eleições de 2022, quando concorreu ao governo maranhense. Na ocasião, recebeu 5.191 votos, equivalente a 0,15% do total válido.
Rui Costa Pimenta
O Partido da Causa Operária (PCO) anunciou Rui Costa Pimenta como pré-candidato à Presidência da República. Antes de ingressar no PCO, ele esteve entre os integrantes que participaram da criação do PT e também atuou como dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na região da Grande São Paulo.
Em 1992, rompeu com o PT e passou a integrar o grupo que deu origem ao PCO, partido que atualmente preside. Ao longo de sua trajetória política, Rui Costa Pimenta já concorreu a diferentes cargos eletivos, incluindo deputado federal, prefeito da cidade de São Paulo e presidente da República.
Samara Martins
A candidatura de Samara Martins à Presidência foi confirmada de forma unânime pela direção nacional da Unidade Popular (UP), segundo informou a legenda em nota oficial. Nas eleições de 2022, ela integrou a chapa presidencial como candidata a vice ao lado de Leonardo Péricles. Na ocasião, a dupla recebeu 53.519 votos no primeiro turno, correspondendo a cerca de 0,05% dos votos válidos.
Além da atuação política, Samara é cirurgiã-dentista e exerce suas atividades profissionais na rede pública de saúde do Rio Grande do Norte, atuando pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Edmilson Costa
O Partido Comunista Brasileiro (PCB) anunciou o nome de Edmilson Costa como pré-candidato à Presidência da República. Economista com doutorado pela Unicamp, ele também realizou pós-doutorado no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da universidade. Além da trajetória acadêmica, Costa é escritor e publicou a obra “Reflexões sobre a crise brasileira”.





